06 janeiro, 2006

Victor Biglione

Tenho muitas revistas de guitarra; os que me conhecem podem testificar isto, o que me faz estar sempre lendo revistas novas e velhas ao mesmo tempo. Coisa de maluco, né? Pois é, o fato é que hoje eu li uma coluna escrita por Victor Biglione para a revista Guitar nº 03 (pag 73) e que vou passar na íntegra logo abaixo. Victor Biglione é um dos grandes guitarristas da música internacional que já trabalhou com Milton Nascimento, Chico Buarque, João Bosco, Steve Hackett, Lee Konitz, Manhattan Transfer, John Patitucci e com seu duo com Andy Summers, além de seu trabalho solo. Espero que te ensine algo, porque pra mim foi de grande valia. Um grande abraço e aí vai a matéria:

02 janeiro, 2006

Almir Chediak...

Bem, aproveitando que estava falando do livro do Chediak, lembrei de um caso legal para contar. Tenho uma amiga, que tem uma tremenda voz e que se amarra em MPB. Ela chegou a ter umas aulas com o Almir Chediak quando era adolescente. Bom, o tempo passa, o tempo voa... e depois de anos a vida deu umas voltas e eles voltaram a se encontrar e tal.

Uma vez eu estava tocando em um restaurante aqui da cidade, o Araras, do meu amigo Guilherme, e a tal amiga tava na cidade, a gente aproveitou pra conversar e matar a saudade. Ela falou dos feras da música que frequentavam a casa dela, afinal de contas o Almir Chediak é o pai dos songbooks, então imagina só, Djavan, Caetano, Gil, Chico Buarque... só nata!

Intervalos

Olá pra todos. Feliz 2006. Como começaram o ano?

Aqui as aulas não pararam e nesta segunda eu aproveitei para preparar uma aula legal para os alunos. O assunto é intervalo.

Estava assistindo a uma vídeo-aula do Wesley Caesar cujo tema é "Acordes" e pretendo passá-la para alguns alunos, mas acho que isto vai ser lá para fevereiro e para alguns talvez em março, porque antes de falar de acorde é preciso entender bem sobre intervalos; entaõ dei uma compilada nuns livros bons sobre o assunto: o Curso TOQUE de Ralph Denyer - Curso Completo de Violão e Guitarra - nas páginas 226 e 227 tratam do assunto. Gosto deste livro porque o autor é bem detalhista, às vezes chega a complicar de tão esmiuçado que ficam alguns assuntos, mas o cara é bom.

Outro livro de cabeceira para o assunto é o Harmonia e Improvisação do Almir Chediak, o grande; que no Volume I do livro também trata do assunto com propriedade. Ele fala da classificação dos intervalos; Intervalo maior, menor, aumentado, diminuto, justo; ascendente e descendente, melódico e harmônico, simples e composto, natural e invertido e sobre intervalos enarmônicos; mostra os intervalos no braço da guitarra e violão, etc. Este material você encontra nas páginas 67 à 70; e da 135 à 140. Depois disto vem uns exercícios práticos, mas no caso de meus alunos ele farão é uma provinha no final do mês de janeiro para ver se sacaram bem o assunto.

01 janeiro, 2006

OUVIDO AFINADO (Parte Final)

Aí esta a parte final da matéria. Espero que tenham gostado:

A ÁREA DE BROCA, NO LADO ESQUERDO DO CEREBRO, É RESPONSÁVEL PELA LINGUAGEM VERBAL E POR PROCESSAR A SINTAXE DA MÚSICA

Embora a tarefa experimental não requeira absolutamente que se preste atenção à música, mostramos que a rapidez da identificação do fonema dependia da função musical do acorde: os tempos de identificação dos fonemas /di/ e /du/ mais curtos foram observados para os acordes de tônica. Em outras palavras, embora os ouvintes estivessem atentos ao fonema, reagiam com rapidez quando o acorde que o acompanhava era tônico, mais comum na música ocidental. Ao contrário, quando o fonema correspondia a um acorde que não havia sido antecipado inconscientemente, era porque o cérebro antecipara um acorde correspondendo às regras musicais usuais.

OUVIDO AFINADO (Parte II)

A SIMPLES ESCUTA DE COMPOSIÇÕES TONAIS TORNA MUSICALMENTE EXPERIENTE UM OUVINTE SEM FORMAÇÃO EM MÚSICA

Com base na constatação de que existem muito mais similaridades que diferenças entre os cérebros de músicos e de não-músicos, postulamos que as redes neuronais postas em jogo nas atividades musicais se desenvolvem mesmo na ausência de um aprendizado intensivo. Em outras palavras, a simples escuta (e não a prática) basta para tornar o cérebro “músico”.