19 junho, 2006

Autismo - Vivendo Num Mundo Especial


Conversei dias atrás via Orkut, com Elen Cristiane Guida Vasconcellos. Ela é mãe de uma criança autista, e estava perguntando da possibilidade de marcar aulas de violão para o seu filho. Achei uma matéria publicada na Revista Enfoque Gospel de Junho de 2006 - Edição 59, que tratava do assunto intitulada "Vivendo Num Mundo Especial", caso seja interessante posso xerocar e mandá-la na íntegra. Porém, no Blog publicarei só uma parte para que conheçamos melhor do que se trata o autismo.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento em que a criança apresenta limitações de relacionamento e comunicação. O termo autismo vem do grego "autos", que significa "de si mesmo". Literalmente, a criança autista vive num mundo que só pertence a ela, sem existência de interação. O primeiro a nomear o distúrbio foi o psiquiatra americano Leo Kanner que, em 1943, descreveu um grupo de onze casos clínicos de crianças, em uma publicação intitulada "Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo" (Autistic Disturbances Of Affective Contact).

Autistas Podem Ser Gênios?

"A diferença entre o autista de bom rendimento e o gênio é muito pouco precisa". A afirmação é do neuropediatra José Salomão Schwartzman, professor titular de pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele afirma que é muito provável que Mozart e Santos Dumont fossem portadores dos transtornos causados pelo autismo. "Mozart tinha um distúrbio e compôs a primeira obra importante aos 5 anos, o que é maravilhoso, mas anormal. Além disso, tinha enormes dificuldades de relacionamento. Seu casamento foi um desastre e seu comportamento era absolutamente inadequado. Santos Dumont era um indivíduo isolado, com pouquíssimo relacionamento social e, como a maioria dos autistas, vestia sempre o mesmo tipo de roupa".Um artigo publicado no Journal Of The Royal Society Of Medicine, uma das mais prestigiadas revistas científicas da Inglaterra, também afirmou que Albert Einstein e Isaac Newton eram autistas. de acordo com a matéria, Newton, que descobriu a Lei da Gravidade, era um sujeito distante, de poucas palavras, e freqüentemente tinha acessos de mau humor. Além disso, era desleixado com a aparência e tinha a mania de escrever até vinte vezes os seus estudos, sem fazer quase nenhuma alteração de uma cópia para outra.No caso de Einstein, que formulou a Teoria da Relatividade, os sintomas também seriam típicos. Quando criança, ele costumava repetir a mesma frase durante horas e estava sempre sozinho. A hipótese de ele e Newton sofrerem da doença não diminui em nada a genialidade de ambos.

Recebi também da Ellen este texto de Scheilla Abbud Vieira, e achei muito interessante, portanto repasso:

AUTISTANDO

Quando me recuso a ter um autista em minha classe, em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente a mudanças de rotina.
Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino, estou sendo agressivo.Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feita por mim, estou usando o outro como ferramenta.
Quando, numa conversa, me desligo, "viajo", estou olhando em foco desviante, estou tendo audição seletiva.Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer, posso me mostrar inquieto,ansioso e até hiperativo.
Quando fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo com o dedo, mordendo a caneta ou coisa parecida, estou tendo movimentos estereotipados.
Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos, estou tendo atitudes isoladas e distantes.
Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro meus bibelôs, estou sendo agressivo e destrutivo.
Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, corro atrás de ladrões, estou demonstrando não ter medo de perigos reais.Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoa queridas, estou evitando contato físico.
Quando me deparo com situações que constrangem meu semelhante e não me incomodo, estou tendo comportamento indiferente.Quando dirijo com os vidros fechado e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair, estou tendo risos e movimentos não apropriados.
Somos todos autistas.Uns mais, outros menos.O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisia e em outros (os rotulados), sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.

(Os trechos no fim das frases são alguns dos principais sintomas da Síndrome do Autismo).
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