08 outubro, 2010

II Festival de Música da ABF (à Quatro Mãos... ) - A Primeira Noite!!!


Olá galera antenada da música! Dessa vez resolvi escrever "à quatro mãos" sobre o II Festival de Música da ABF. O lance é que eu fiquei na platéia admirando os feras que se revezavam no palco entre uma palhetada e outra e o Igor Almeida ficou no palco, mandando rock n' roll na minha orelha pra que eu pudesse dormir feliz! Desta forma com duas visões diferentes achei por bem escrever a primeira parte sobre minha visão e deixar o Igor blogar a visão dele também.


Pra começar vou falar apenas do 1º dia. Estive presente nos três dias do evento e no dia 17/09 - Abertura (Sexta-feira) o Festival já começou atrasado. E começou com muito espaço vazio naquele lindo teatro. O que me preocupou, pois já havia conversado com grandes músicos que não queriam participar do evento este ano. Mas ao abrirem as cortinas minhas dúvidas sobre a qualidade do Festival deste ano foi sendo jogada por terra, uma música após outra mostrava que ainda há esperança de termos eventos culturais com qualidade em nossa cidade, independente do poder público. Eventos que primam por mostrar a qualidade dos frutos da terra. Notou que não havia sequer um representante da Secretaria de Cultura lá? Durante o Festival todo só me lembro de um político presente, o Paulinho da Farmácia, que estava todo alegre torcendo pelos filhos Paulo Marcos (baixo) e Saulo Lacerda (Bateria).

A primeira noite trouxe ao palco, entre outras, as bandas Vermillion Theory, Hipnotize, M-45, Balla 12 e Gadernal... Foi muito legal poder ver estilos tão diferentes ocupando o mesmo palco. Afinal de contas, como dizia Renato Russo, o correto e "brigar" POR espaço e não PELO espaço. E o que todos os músicos querem é mais espaço pra apresentar seus trabalhos e não ocupar o espaço já conquistado por outro músico.


Tive oportunidade de ouvir "Redenção" da Vermillion Theory do guitarrista João Maia, com direito a ver o grande Maia, seu pai, todo orgulhoso na platéia.



 Ouvi também "Um Novo Dia" da Hipnotize e a composição de Marcelo "Águia" Durval que muito me fez lembrar do Província.



Vi a volta do Gadernal e me surpreendi com o Uliano na batera, com a canção "Você Vai Me Pirar"




No "Tudo o Que Vivemos" do M-45 do Rhuan Pablo (baixo e voz) e Helair Gustavo (bateria) o que me surpreendeu foi a presença de palco do Rhuan, pois confesso que achei que o baixo pudesse o deixar estático no palco, mas ele se portou muito bem.
 
Com a Banda Balla 12 em "Quando Seu Amor Chegar" de Gustavo Grigorini o que mais me agradou foi ver essa nova geração tocando. Procurei o Gelson do Cartório pra ver se estava na platéia vendo o filho detonar a batera, mas não estava. E me alegrei em ver o Rodrigo Pixuim voltando à ativa no contrabaixo.

Vi também Carol Morito cantando "Positividade". E eu nem sabia que ela cantava! Muito legal ver gente nova no pedaço.



Pedro "Pirata" Xavier e Ivan Maia com a excelente canção "Geração 2000, anos 60". Amei a letra!




Fui feliz também ao ouvir o grande João Altair, vocal do The Black Bullets, cantando "Alarme", com uma das linhas melódicas mais bonitas que ouvi neste festival. Foi muito bom ouvir ele cantar algo diferente do que comumente o ouço cantar com sua banda de trabalho.

 

Em "A Criança e o Monstro" meus olhos se voltaram de cara pro excelente baterista Leonardo Nogueira da banda Sotton, que estava tocando guitarra desta vez, e ainda assim o que fez com a mesma qualidade que sempre se apresenta atrás das baquetas.



"Esperança" do excelente compositor Leo Vinícius foi defendida pela voz magistral de Sheyla Mel e pela guitarra de Paulinho Lima. A canção saiu redondinha!

E por último mas não menos importante das canções que falarei da primeira noite está a música "Existe Um Lugar" do meu camarada Alex Corrêa. Amei o violão da canção, a interpretação sempre impecável do Nilo Canedo e o baixo sempre surpreendente do Leonardo Oliveira. Pra mim levaria 10, principalmente em arranjo. Demais!!!
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